sábado, 26 de março de 2016

Barcelona em versão Low Cost - 1º Dia

  Tenho uma amiga em Erasmus na bela cidade de Barcelona durante este semestre e, é claro, não pude deixar de visitar esta cidade que todos dizem ser brutalmente cultural. E eu, claro, fui confirmar se assim o era verdadeiramente. 
  Infelizmente, como a minha amiga se tinha mudado à um mês para lá, a casa onde ela estava não permitia receber visitas (also known as "não podes ter amigos pessoas cá em casa que venham de fora porque não gostamos que pessoas desconhecidas pernoitem nesta habitação") e então acabei por ficar num Hostel junto à Avenidade Paral-lel. O Hostel chama-se HelloBCN e, visto que lá fiquei 3 noites, paguei um total de 39€. Acabou por ficar a 42€, pois Barcelona tem uma taxa turística que é cobrada quando chegamos. 
  O Hostel, face a outros em que fiquei, não é grande coisa. Tem pequeno-almoço incluído, o que é definitivamente uma vantagem para os nossos bolsos mas... Tem o sumo de laranja mais horrível que bebi nos meus últimos tempos, há pouca variedade e o Staff do Hostel não se parece muito disponível a ajudar. 
  O quarto em que fiquei era partilhado, com 6 camas, mas a realidade é que acabei por nunca o partilhar com ninguém - excepto no primeiro dia: com dois californianos que acabaram por sair no dia em que cheguei. Mas pronto, como a minha ideia era gastar o menos possível, este Hostel funcionou perfeitamente para aquilo que queria: para simplesmente dormir

  Agora, falando da cidade em si... Barcelona, no primeiro Domingo do mês (por coincidência, a viagem que comprei acabou por calhar nesse fim-de-semana), tem imensas atracções (principais!) sem custo. Aquilo que fiz para me organizar foi optar por ver o que não se pagava ao Domingo no Domingo, no Sábado optava por entrar nas atracções com entrada gratuita à tarde e na Segunda-Feira fui conhecer a cidade em si. Um bocadinho à descoberta. Eis como organizei os meus dias: 

DIA 1 - Sábado

  Após almoçar, rumámos ao Centro Comercial Arenas, que tem um miradouro espectacular para a cidade - principalmente de Montjuic. 

A rotunda que vêm é a Praça de Espanha, com acesso à Paral-lel e ao MNAC - Museu Nacional de Arte da Catalunha.

  De seguida, fomos ao MNAC. O MNAC é como um templo, na minha perspectiva. Em primeiro lugar temos a Fonte Mágica, que realiza espectáculos ao Sábado (geralmente às 19 horas - hora que poderá alterar consoante condições climatéricas, como foi o meu caso). 
  Passando a Fonte Mágica, chegamos às enormes Cascatas do Museu. A arquitectura do Museu é brutal, tão brutal que existem escadas rolantes até ao topo do MNAC, de tão grande e alto que fica o Edifício Principal. 


   O MNAC aborda sempre 4 exposições: Românico, Gótico, Renascentismo e Arte Moderna. A que mais gostei foi a Moderna.
  Total de Gastos no MNAC: 0€.
  Porquê, perguntam? Eu explico. Todos os sábados, a partir das 15 horas, o MNAC abre portas a todos sem qualquer custo. E nós chegámos por volta das 16.

  Depois, e por já estar a anoitecer, fomos ver o espectáculo de luzes da Fonte Mágica. Como estava imenso vento, o espectáculo foi adiantado para as 18 horas e acabámos por não ver um bom espectáculo como é suposto, mas ainda assim a música envolvente e as luzes variadas da Fonte forneceram-nos um bom tempo.


   Por trás do MNAC, existe o Estádio Olímpico de Barcelona. Caso tenham tempo, visitem.
  Como tinha chegado no próprio dia às 10 da manhã e embarcado em Lisboa às 7, acordei muito cedo e as energias já não eram muitas para grandes passeios. Depois de visitar o MNAC e a zona de Montjuic, optei por jantar e ficar no Hostel - para acordar cedo no dia seguinte e aproveitar ao máximo.

terça-feira, 21 de abril de 2015

A vista do meu quarto.

  A vista do meu quarto é a mais bonita. A vista do meu quarto mostra a serra de Sintra, o Palácio da Pena, o miradouro de Santa Eufémia, as praias de Cascais e o pôr-do-sol no meio disto tudo.
  Às vezes pergunto-me como seria a minha vida se tivesse nascido noutro canto do mundo qualquer. E quando assim penso, lembro-me da sorte que tenho em ter nascido em Lisboa: vivemos rodeados de pessoas que se queixam todos os dias sobre tantas coisas (económicas ou não), e nem paramos para pensar que temos o prazer de viver numa das cidades mais bonitas da Europa (provavelmente do mundo, mas não o conheço assim tão bem para o poder afirmar).
  A vista do meu quarto é a mais bonita e eu nasci ali, em Sintra. Toda a minha vida rodeada pela "vila apaixonada" e posso dizer-vos que, enquanto moradora e pessoa com amigos de Sintra, muitos de nós não conhecem o tesouro que ali têm com eles! 
  Dado isto (e ao bichinho turistador em mim), parti à descoberta! Convidei uma amiga russa a fazer-me companhia nesta caminhada e lá fomos nós, num domingo, rumo ao Palácio da Pena. Domingo foi o dia de eleição pois quem vive em Sintra não paga os principais monumentos da vila até às 13 horas e, quem me conhece, sabe que as possibilidades financeiras não são muitas e que gosto sempre de me aventurar em rotas o mais baratas possíveis e ainda assim, tirar proveito de tudo!

  Como podem ver, o dia estava divinal e o calor no ponto certo! 
  A Nadya, não sendo local, pagou 14€ (comprámos o bilhete Parque + Palácio) e quando lhe perguntei, no fim da visita, o que ela achava do preço cobrado, respondeu-me que "dada a qualidade, o preço é mais do que aceitável e nada exagerado". 
  Recomendo-vos a comprarem o bilhete conjunto porque a experiência de começar no parque e subir até ao Palácio, vale a pena, apesar de cansativa. A cada passo que dão, mais perto da paz de espírito se encontram, pois é verdadeiramente tranquilo caminhar por lá!
Esquerda: Vista para o Castelo dos Mouros. 
Distância de casa: 5 quilómetros; 
Total de gastos: 0€ + gasolina.

A vista do meu quarto é a mais bonita. E acho que ninguém me conseguirá convencer nunca do contrário.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Cartas do T.

"Quando não estou contigo, não te consigo tirar da cabeça, o teu nome acelera-me o coração e quando te vejo sinto-me melhor que nunca. Sou esquisito e fico muitas vezes calado a olhar para ti e perguntas-me sempre o que estou a pensar e eu respondo sempre “Nada” e de certa forma é verdade, apenas omito o resto: “Nada sem ser em ti”. Nestes momentos eu apenas te observo e sei que fico com um sorriso apaixonado mas isso é quando penso na sorte em te ter junto a mim, fico radiante por saber que tenho alguém que quer saber de mim realmente e se preocupa com o meu bem-estar.
Posso afirmar com muita certeza que me tiraste da solidão enorme em que estava e fizeste-me voltar a ver o lado bom da vida.
Eu sempre tive receio de dizer que gostava de ti porque sabia que tu merecias bem melhor que eu. Alguém que fosse extrovertido, tivesse muito mais tempo para ti e tivesse hipóteses de te levar para todo o lado e eu não sou assim.
Mas é por esse mesmo motivo que tento demonstrar ao máximo o quanto te amo. Adoro tratar-te bem, adoro o teu sorriso apaixonado, é das coisas mais queridas que já vi na vida.
Sei que te prometi fazer uma música mas também sei que não sou nem grande músico para fazer uma melodia digna de ti nem escrevo assim tão bem para arranjar as palavras que te descrevessem na realidade. Só que sou teimoso e eu vou conseguir.
Eu em vez de escrever isto podia só escrever adjectivos daquilo que és para mim, mas tenho a certeza que ias receber algo maior que uma tese de mestrado.
Por fim quero dizer que te amo infinitamente e que vais ficar no meu coração para sempre porque és das melhores pessoas que já conheci e foi como te disse: És o meu sol e eu preciso que ilumines a minha vida.


P.S: Escrever cartas para ti é muito bom, faz-me sentir amado. Se não fosse aborrecido para ti, era algo que não me importava de fazer todos os dias, passavas a ser o diário do meu amor"


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Odeio o quotidiano. Odeio a repetição dos dias, por achar que os dias não devem ser repetidos, mas sim aproveitados e vividos da melhor maneira possível. E no fim da vida olharmos para trás e sabermos que fizemos tudo aquilo que podiamos para assim o ser.
Por isso tento, todos os meses, sair do meu quotidiano. Nem que seja por um fim-de-semana.
Por isso tento, todas as semanas, fazer programas ligeiros com os meus. Ir ao cinema, beber um café que dure a tarde toda, olhar para Sintra - onde vivo - com olhos de turista e não de morador.

O fim-de-semana passado estive em Aveiro, na casa de um (grande) amigo que estuda por lá. Gastei pouquíssimo dinheiro - só nas viagens e luxos, praticamente - e aproveitei como o camano. Comi as tradicionais tripas! Bomba calórica? SUPER! Mas das melhores coisas que já provei!


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Porto: uma paixão eterna

Chega a época natalícia e eu penso automaticamente em frio. Em frio e mantas. Ou frio e chocolates no sofá. E até frio com Anatomia de Grey ou outra série qualquer da qual seja fã.
Não considero que tenha uma estação favorita porque as oportunidades que o sol do Verão me dá, a magia do Inverno também me a fornece.

Se há cidade que eu adoro, é o Porto. Essencialmente pela escuridão que transmite, pelo frio que possui, que faz contraste com o calor das pessoas.
Como tal, eu e o meu namorado decidimos aproveitar o fim-de-semana antes do Natal para nos aventurarmos em terras Portuenses.

Onde Ficar
Sempre que lá vou, fico no Alma Porto Hostel. Os quartos são fantásticos, tem um piano à entrada onde basta tocarmos uma melodia qualquer para alguém chegar até nós à recepção, é-nos fornecida uma chave assim que lá chegamos para entrarmos e sairmos à hora que nos der jeito, já para não falar no pequeno-almoço incluído. As condições são óptimas e é relativamente recente, segundo o que percebi. Tem um óptimo espaço exterior. A única desvantagem é o facto de não ser muito centralizado, mas como não me importo de andar pela cidade, adoro o Hostel em tudo.


Como Ir
Na minha opinião, autocarro. Sempre autocarro - a não ser que a CP esteja com uma super promoção, o que raramente acontece (e quando acontece, continua a não compensar). Tenho o cartão da Rede Expresso, que me dá acesso a descontos exclusivos de cliente, o que comprando o bilhete online, torna o bilhete super mega barato! Geralmente eles dão 10% desconto a quem tem cartão, juntando aos 10% da compra online, é uma festa. E a viagem é super confortável.


Onde Ir
Esta é a pergunta. O Porto é uma cidade infinita - desde os Miradouros aos Museus. Estas são as minhas paragens obrigatórias:

Serralves: O Museu de Arte Contemporânea tem sempre exposições eloquentes. É a primeira coisa que planeio quando lá vou. Entrada gratuita a estudantes do Ensino Superior, menores de 18 anos e domingos das 10 às 13;
Cruzeiro das 6 Pontes: Conta a história das 6 Pontes que cruzam o Porto com Vila Nova de Gaia. Uma viagem de barco com a perspectiva histórica da cidade. Custa 10€ mas vale a pena;
Casa da Música; 
Jardins do Palácio de Cristal: os jardins são fabulosos, mas aquilo que me fez apaixonar foi uma espécie de miradouro que encontramos ao descer o jardim, junto ao Museu Romântico, que também terei oportunidade de ver na próxima vez que lá estiver. Uma vista maravilhosa, até à ponte D. Luís I;
Avenida dos Aliados: assim como o MacDonald's da Avenida, que está no Top 10 de mais bonitos do mundo; 
Estação de São BentoClérigos e Livraria Lello são já clássicos; 
Palácio da Bolsa Mercado do Bolhão.

A noite para mim vive-se perto das Galerias de Paris - existem imensas opções, imensos bares, cafés, discotecas - que é como que um Bairro Alto portuense (mas que dá uns binte a zero a Lisboa, à vontade). Sem esquecer o miminho da Francesinha, que se é para comer, que seja lá! 




Banda do Mar

Comprei bilhetes para os irmos ver. A voz da Mallu é das coisas mais deliciosas que pude ouvir nos últimos tempos. Apesar de ela já andar por estas andanças faz tempo, não conhecia o trabalho dela de todo. Mas adoro este projecto e acho que está fantasticamente bom.

12€. Compensa, am I right?


terça-feira, 29 de julho de 2014

Tem mais encanto.

   Vivo perto do Aeroporto de Lisboa. Meto-me no carro e em 5 minutos, tenho como vista as partidas e chegadas dos aviões mais diversos, vindo dos mais diversos sítios. 
   Sempre que faço o caminho para casa, acabo sempre por ver alguém no cais das cargas e descargas, situado na parte de trás do Aeroporto. O que eu até entendo. E apesar de nunca ter sido eu naquele lugar e a ser vista por outros carros e respectivos condutores - como eu vejo os outros quando passo, percebo perfeitamente a magia daquele sítio. A começar pelo destino de cada avião. Eu revejo-me naqueles destinos, revejo-me nas pessoas que ali vão. No prazer de viajar e descobrir, e quem me conhece sabe que é esse o meu motor de arranque. Construo a minha vida em prol do mundo: por querer ser uma pessoa dele. Ter a capacidade de entender a diversidade, a aptidão de entender culturas e a habilidade de evitar um julgamento, sem antes tentar sequer perceber o porquê de existir tal acção, ou uma forma de pensamento. 
   Ver aqueles aviões transforma-nos. Ver aqueles aviões enche-nos de esperança. E arrisco-me a dizer que na maior parte dos casos, nos torna melhores pessoas. Porque nos faz pensar na quantidade de alternativas que teríamos e nas acções que poderíamos realizar, ao fazer aquela viagem. Faz-nos mais criativos. Nem que seja a pensar em monumentos, ou hotéis, ou reuniões de trabalho onde existe o benefício daquele jantar naquele sítio que toda a gente fala, ou ideias que tenho para pôr em prática, naquele programa de voluntariado para o qual me inscrevi e que estou desejoso de começar. Ou no mais triste dos casos, na morte de um familiar que emigrou porque no seu país, não encontrou as melhores condições de trabalho. Mas até nessa situação, nos faz pensar no amor que podemos dar e não damos só porque sim. Porque estamos recheados de caprichos e teimosias e parvoíces. 
   
   Porquê postais? Postais trazem a magia da viagem, com o amor de quem os envia - pela escolha de palavras e discurso, assim como de quem os recebe - pela visualização da imagem do postal e pelo envio do mesmo. São como que, para mim, um sinal de amor. E não é à parva que os colecciono, acho que cada um pode ter a sua história. 
   A ideia do blog andará sempre por esta área, as minhas paixões e também vossas. Porque a paixão faz-nos mover. E a ideia é não estar parado :)